O que é o Proex?
O Programa de Financiamento às Exportações – Proex foi instituído pelo Governo Federal com o objetivo de proporcionar aos exportadores brasileiros condições de financiamento equivalentes às do mercado internacional.
Além de conceder o financiamento direto ao exportador brasileiro ou ao importador com recursos do Tesouro Nacional, o Proex também apoia os exportadores brasileiros por meio de subsídio financeiro com a modalidade equalização de taxas de juros.
Atuação do Tesouro Nacional no Proex Equalização
Nessa modalidade de subsídio financeiro, o Tesouro Nacional paga uma parte dos juros do financiamento à instituição financeira para permitir que o tomador do financiamento tenha condições competitivas no mercado internacional.
Imagine que um exportador brasileiro de máquinas agrícolas precise de mais recursos para aumentar sua produção de forma a atender um pedido do exterior. Ele vai ao banco pedir um financiamento, mas percebe que os juros cobrados aqui são muito mais altos do que os praticados em outros países. Isso deixaria as máquinas agrícolas mais caras e menos competitivas no mercado internacional, o que poderia levar o importador a comprar as máquinas de uma empresa de outro país.
É aí que entra o Proex Equalização. Nesse programa, o governo já combina com o banco que o exportador vai pagar uma taxa de juros menor, parecida com a do mercado internacional. Mas o banco não sai perdendo: aquilo que o exportador deixa de pagar, o Tesouro Nacional cobre e repassa direto para o banco. Assim, o exportador paga menos, o banco recebe o valor que esperava e o governo garante que a exportação aconteça de forma competitiva.
Em números: o exportador precisa de um financiamento de R$ 1 milhão. Fora do programa, os juros poderiam ser de 10% ao ano, ou seja, ele teria de pagar R$ 100 mil de juros por ano. Mas, dentro do Proex Equalização, o governo entende que ele deve pagar apenas 5% ao ano para ser competitivo no mercado internacional. Então, em vez de pagar R$ 100 mil, ele paga R$ 50 mil. E quem cobre os outros R$ 50 mil? O Tesouro Nacional, que paga essa diferença diretamente ao banco com o que chamamos de equalização de taxas de juros.
Ou seja, o exportador consegue competir em pé de igualdade com empresas estrangeiras, o banco recebe os juros de mercado e o governo cumpre o papel de fortalecer as exportações brasileiras, o que ajuda a desenvolver a economia brasileira e a geração de empregos no país. Como apresentado no gráfico abaixo, esse apoio com equalização de taxas para o Proex chegou a mais de R$ 600 milhões em 2025.
Destacamos que parte significativa desse apoio foi para as "exportações intercompanies", ou seja, exportações de uma filial no Brasil para outra filial ou a matriz do mesmo grupo econômico em outro país. Para ilustrar: imagine uma fábrica de motores elétricos no Brasil. Com o apoio do Proex, ela exporta seus motores não para um cliente final, mas para uma outra unidade da própria empresa no exterior. Lá fora, esse motor brasileiro entra na linha de montagem e se junta a outras peças para formar a máquina final que, só então, será vendida ao mercado.
O Tesouro Nacional, por meio do Proex Equalização, vem apoiando as exportações brasileiras de diversos setores da economia de alto valor agregado, como a exportação de máquinas e equipamentos, aeronaves ou veículos terrestres.
Com o gráfico abaixo também podemos observar como as exportações brasileiras apoiadas pelo Proex Equalização têm como destino diversos países ao redor do mundo, assim como são produzidas em diferentes estados brasileiros.
Outra característica interessante do Proex Equalização é que, pagando apenas uma parte dos juros do financiamento, o Tesouro Nacional consegue estimular um valor muito maior de exportação. Isso é o que chamamos de alavancagem, ou seja, quantos dólares foram exportados para cada dólar gasto pelo Tesouro Nacional em equalização de taxas de juros, o que também pode ser visto como um fator multiplicador do valor gasto em equalização de taxas.
Para melhor entendimento, vamos imaginar que uma fábrica de equipamentos industriais tem uma possibilidade de exportação no valor de US$ 1 milhão e pega um financiamento com o Proex Equalização para viabilizar essa venda. Se nessa operação o Tesouro Nacional pagar, por exemplo, US$ 50 mil em equalização de taxas de juros, temos uma alavancagem de 20. O Tesouro Nacional não precisou emprestar US$ 1.000.000 do próprio bolso para fazer a venda acontecer. Ele gastou apenas US$ 50.000 (pagando um pedacinho dos juros) e, com isso, alavancou a entrada de US$ 1.000.000 na economia brasileira. Uma alavancagem de 20 para 1!